”Em todo adulto espreita uma criança eterna,
algo que está sempre vindo a ser, que nunca está completo e que solicita
cuidado, atenção e educação incessantes. Essa é a parte da personalidade humana
que quer desenvolver-se e tornar-se completa” (Jung 1981).
A motivação e
autoestima são elementos essenciais para uma vida saudável e numa visão
profunda, tem relação com o
valor ou dignidade que uma pessoa atribui a si mesmo.
Hoje, em
estudos na área da psicossomática, temos a confirmação de quanto ás emoções
destrutivas, a baixa autoestima e a falta de motivação para a vida estão sendo
a causa de adoecimento, gerando assim sofrimento para tantas pessoas.
A autoestima se
forma a partir das primeiras experiências afetivas que as crianças estabelecem
com os pais desde o nascimento. Entre os 03 e 05 anos de vida, a criança evolui
para a consciência de si própria e daí surge à psique individual, sendo, nessa
fase, fundamental que a criança viva relacionamentos saudáveis em ambientes saudáveis.
(Jung – O desenvolvimento da personalidade -1981).
A
autoaceitação, autoconfiança e amor próprio é que formam a autoestima, mas,
para que isso aconteça primeiro é necessário que a criança aprenda a confiar,
aceitar e ser aceito, amar e ser amado em seu ambiente familiar. A falta de
amor na primeira infância gera um vazio que leva a pessoa a sempre procurar
satisfação no externo, ou seja, fora de si e assim se torna engessada pela
vergonha, ansiedade, culpa e perante a vida, sentindo-se sempre inadequada,
impotente, paralisada ou compulsiva, passando a desenvolver movimentos de
autodepreciação, o que talvez possa ser relacionado á situação alienante em que
vive hoje o homem contemporâneo, na qual é tomado pelo desejo de poder,
competitividade e consumismo. Com isso, o que predomina é o egoísmo que gera o
medo e a angústia, interditando o surgimento do entusiasmo.
O sentimento de
“poder” não necessariamente está ligado à autoestima, pois o poder é antagônico
ao amor, onde está um não está o outro e então surgem os conflitos neuróticos e
a ameaça de fracasso existencial.
A baixa
autoestima pode levar a pessoa a desenvolver relações de poder como
compensação.
O conceito de servir é que leva o homem a “ser”,
assim como também o religar-se ao sagrado, pois a fé traz sentido e significado
para a existência.
Para falar de autoestima é preciso citar
também que existe em nós a Sombra (Imagem reprimida de nós mesmos, que queremos
manter afastada da consciência) e a Persona (Adaptações que fazemos para nos
adequarmos à sociedade em que vivemos). A consciência da nossa Sombra e das
várias Personas que assumimos, proporcionam o equilíbrio e a harmonia
necessária entre o que está dentro e o que está fora de nós, esse equilíbrio é
importante para a manutenção da autoestima.
A união da autoestima com a motivação é que
geram o entusiasmo de vivenciar algo ou colocar em prática algum plano.
Motivação é o processo responsável pela
intensidade, direção e persistência dos esforços de uma pessoa para alcançar
uma determinada meta ou objetivo e está ligado ao conceito de movimento
(Mover-se para dentro e para fora simultaneamente).
A motivação é uma força interna que emerge e
sustenta as nossas ações importantes e por ser interna somente nós mesmos
podemos senti-la. A automotivação é a única que se torna perene.
O homem nunca estará completamente
satisfeito, sempre haverá uma nova necessidade, que irá dirigir novas condutas
motivacionais e através da ação surge à motivação.
Por mais que consigamos realizar alguns dos
nossos sonhos, sempre haverá mais algo a realizar, por mais que viajemos,
sempre haverá lugares que gostaríamos de conhecer, por mais que amemos, sempre
acharemos que podemos amar mais. Aos que se fecham para a vida, se negando a
viver plenamente, a culpa e a falta será sempre uma carga e opressão. Aqueles
que sabem que a busca nunca será finalizada, encontram satisfação em cada
conquista e a culpa ou a falta sempre impulsionará.
“Aquele que tem um porque viver pode suportar
quase todos os como viver” (Frankl, 1962).
Para ter autoestima e motivação é preciso ter
um objetivo na vida e sentir prazer no que se propõe a fazer.
É preciso despertar para a capacidade de se
auto modificar, porém toda mudança faz com que se tenha que sair da zona de
conforto e sair da zona de conforto não é uma tarefa fácil, pois surge o medo
do novo, culpa, punição, muitas vezes o sentimento de exclusão, etc.
A psicoterapia é um instrumento facilitador
para que a pessoa caminhe no processo da individuação e para que consiga se
reconhecer e se valorizar. Durante o processo de análise a pessoa faz um
mergulho interno que pode lhe proporcionar o reconhecimento do seu potencial em
buscar e superar desafios, com isso sua autoestima e motivação estarão alinhadas.
Ter autoestima e estar motivado é estar de
bem com a vida!
Texto
escrito por: Helen Cristina Sellmer Zeviani
Psicóloga
Clínica – CRP: 06/87036 SPContato: (11) 3446-8110 e (11) 99825-6475
Fonte: O desenvolvimento da personalidade
(Jung, 1981);
IJEP (Instituto Junguiano de Ensino e
Pesquisa)

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