domingo, 28 de fevereiro de 2016

Reiki no tratamento de doenças

O Reiki é uma terapia energética japonesa que vem sendo considerado um instrumento importante em vários tipos de tratamentos, traz benefícios físicos e emocionais para pacientes de diversas doenças como por exemplo o câncer  entre outras.
Reiki é uma terapia humanizadora e não trata a doença, mas sim a pessoa. No caso dos pacientes com câncer, o Reiki auxilia na redução da ansiedade e efeitos colaterais da quimioterapia, além de ser um método que vem sendo muito utilizado em pré e pós operatório.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) incluiu o Reiki em suas orientações normativas sobre o tratamento da dor e assim alguns hospitais como, por exemplo, o Sírio Libanês e Albert Einstein de São Paulo,  estão utilizando o Reiki como tratamento complementar, portanto, o Reiki não compete com a medicina tradicional mas sim ocupa um lugar de complementariedade.
O método Reiki não tem vínculo religioso e independe de crença, trata-se de uma técnica que atua no campo bioenergético aumentando as defesas do corpo, estimulando o sistema imunológico para a superação de infecções, inflamações, traumas, além de promover o rejuvenescimento das células, etc.
A função do Reiki é harmonizar o organismo, promovendo equilíbrio das energias, despertar de consciência, proporcionar relaxamento físico e mental e ajuda a superar bloqueios como angústia, medos, insônia, estresse e outros.
O Reiki é energia vital transmitida através da imposição das mãos do terapeuta e sua prática é tão simples quanto sua técnica que promove transformações.

Texto escrito por: Helen Cristina Sellmer Zeviani
Psicóloga Clínica e Terapêuta 
Contato: (11) 3446-8110 e (11) 99825-6475

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Personalidade Narcisista


A personalidade narcisista é um recurso do ego como sistema de defesa e advém de uma estrutura ressentida.
Há no narcisismo uma necessidade da alma em ser vista e reconhecida e um funcionamento egóico imaturo.
O Narcisista se apresenta sempre como superior aos outros, o mais inteligente, mais forte, mais bonito, mais capaz, seu contato com o outro é sempre permeado por críticas e ele tem a necessidade de sempre estar sendo admirado.
São características da Personalidade Narcisista a vaidade excessiva, introspecção, autosuficiência, onipotência, possessividade, impulsividade, submissão do outro aos seus desejos, autoafirmação à custa da invalidação do outro, dificuldade nos relacionamentos interpessoais, ênfase no fazer e não no ser, sentimento de vazio interior, necessidade de controle, baixa resistência à frustração, extrema ambição, sexualidade exacerbada, baixa tolerância a criticas e fantasias de ilimitado sucesso. O Narcisista também sente inveja de outras pessoas ou acredita ser sempre o alvo da inveja alheia, é uma pessoa extremamente criativa, sensível, mas permeada por um sentimento de raiva e está sempre se comportando como o dono da razão.
Usar o outro para obter alguma vantagem, mesmo que não seja intencionalmente, ignorar sentimentos alheios e menosprezar, também são próprios da personalidade Narcisista e ele age assim, pois depende do outro. O Narcisista é extremamente dependente do olhar do outro e menosprezar eleva a sua auto estima, ao mesmo tempo que ele necessita ser admirado e aprovado sempre.
Os sentimentos alheios são ignorados, pois o Narcisista não consegue percebê-los, portanto em seus relacionamentos exclui a compaixão, ternura e solidariedade, esses sentimentos somente são expressados quando o mesmo almeja obter alguma vantagem com isso.
Todas as pessoas apresentam características Narcísicas em maior ou menor grau, porém o problema se instala quando uma dessas características toma proporções muito grandes e intensas.
Na mitologia Narciso era filho de Cefiso e da Ninfa Liríope.
Liríope teve uma gravidez indesejada e muito penosa, então nasceu Narciso que era de grande beleza. Naquela cultura, competir com os deuses em termos de beleza era uma afronta, então Liríope consultou um adivinho local que lhe disse que Narciso só viveria se não visse sua própria imagem.
Extremamente belo Narciso era desejado por toda a Grécia, especialmente por Eco. Em um dia de verão, Narciso saiu para caçar e com sede aproximou-se de uma fonte de Téspias cujas águas eram cristalinas e ao debruçar-se sobre a água enxergou-se e se apaixonou por sua própria imagem. Eco chamou por ele, mas foi repelida e ele continuou fixado em seu reflexo.
Na busca por Narciso, encontraram no lugar de seu corpo, apenas uma delicada flor.
Este mito representa aquele que não realizou o processo de individuação, onde há um predomínio do ego, da consciência, ou seja, não houve um despertar.
A Personalidade Narcisista se desenvolve, quando na fase da infância, a pessoa não se sente emocionalmente apoiada por seus pais, então ela precisa se desenvolver “sozinho”.
A mãe do Narcisista normalmente é uma mãe pouco afetuosa e o pai imaturo.
Outras prováveis causas do desenvolvimento deste tipo de personalidade, são a valorização excessiva de talentos e beleza física, por pais ou familiares próximos, abuso emocional severo e o uso da criança para regular a auto estima de pais inseguros.
O Narcisista tem dificuldade de reconhecer suas feridas e tem sua sombra reprimida para beneficiar o ego.
É comum que ele tenha paralisações em sua vida profissional e afetiva, não conseguindo manter relacionamentos estáveis.
Existe uma auto cobrança muito grande, pois a pessoa tem a necessidade de passar uma imagem de ser perfeito, em troca da aprovação do outro. A perfeição do Narcisista é uma perfeição que ele pensa ter sido projetada pela mãe, porém é superficial, pois no fundo ele não acredita nestas projeções.
O tratamento para este transtorno em psicoterapia consiste em ajudar a pessoa a falar de seus medos e entrar em contato com conteúdos de sua sombra.
Técnicas expressivas podem ajudar, como por exemplo, o sandplay e desenho livre.
Muitas vezes o Narcisista procura ajuda apenas de profissionais de alto status em uma instituição de prestígio e ele tende a apresentar grandes expectativas de favores especiais sem assumir responsabilidades recíprocas.
A psicoterapia tem por finalidade auxiliar o paciente no caminho do autoconhecimento, individuação e desconstruir o Super Homem (Arquétipo do Herói), pois neste caso este é desenvolvido de forma não saudável.
Narciso simboliza o ego em sua luta para nascer, se diferenciar e se fortalecer, características que quando equilibradas, são indispensáveis ao bem estar psicológico!
 
Texto escrito por: Helen Cristina Sellmer Zeviani
Psicóloga Clínica – CRP: 06/87036 SP
Contato: (11) 3446-8110 e (11) 99825-6475
 
Fonte: Cavalcanti, Raissa. O mito de Narciso: O herói da consciência. São Paulo, Rosari 2003;
Henderson, J. L. O homem e seus símbolos, 1977;

domingo, 31 de janeiro de 2016

Fobia


Fobia é um medo exacerbado, desproporcional e irracional que dura mais tempo que o medo normal, provoca uma ausência de controle fazendo com que a pessoa queira evitar a qualquer custo á situação que lhe causa medo.

Ter medo é natural e faz parte do nosso instinto de sobrevivência, porém a fobia pode causar perdas e limitar o sujeito fóbico em suas ações.

A diferença entre fobia e medo é o tempo de duração e sua intensidade.

Na mitologia, Fobia vem de Fobos que era filho de Ares e Afrodite. Fobos acompanhava seu pai no campo de batalhas e incitava os combatentes a fugir (Lefevre,1976).

As reações do medo podem ser de enfrentamento, fuga ou entrega e a pessoa que sofre deste distúrbio tem um aumento na produção de adrenalina, seu ritmo cardíaco se altera, assim como sua respiração, a pessoa sente tremores musculares, hiperatividade, sua parte motora e cognitiva ficam desorganizadas, a pessoa tem dificuldade de pensar na hora do medo, tem sudorese, tontura, visão embaçada, palpitações, falta de ar e muitas vezes se sente “travada”.

Outros sintomas que podem ser apresentados pelas pessoas que estão sofrendo de Fobia são o choro, diarreia, vômito e desmaio.

A primeira base da Fobia sempre é a ansiedade que aparece de forma intensa.

Há várias denominações de Fobia, a mais comum é a Fobia simples ou específica, que são medos intensos de situações como: estar na presença de animais, dentistas, determinados objetos, etc.

Outro tipo de Fobia é a social em que a pessoa sofre de um medo persistente de situações sociais como falar ou comer em público, ir a lugares em que pode encontrar pessoas conhecidas, dar entrevista de emprego, etc.

Neste caso a pessoa fóbica coloca muita importância na opinião dos outros, ela projeta no olhar do outro (imaginário) que está sendo examinada ou criticada, fica preocupada com o que as pessoas podem estar pensando a seu respeito.

A Fobia social é diferente da timidez, pois o grau de comprometimento e intensidade nos campos sociais e profissionais são maiores.

A Agorafobia é o medo exacerbado por espaços amplos onde possam ter aglomerados de pessoas, como por exemplo, estádios, cinemas, supermercados, congestionamentos, etc.

A claustrofobia é o medo de ficar preso em espaços fechados como elevadores, aviões, salas, túneis, etc.

Existe um número enorme de subtipos de Fobias que são classificadas de acordo com o objeto ou situação que as causam, porém as descritas acima são as mais comuns de serem apresentadas em consultório.

De modo geral, quando a pessoa passa pela situação que lhe desencadeia a Fobia, a ansiedade se eleva e ela enfrenta um grande sofrimento. Quando ela foge da situação a ansiedade diminui e isso reforça sua tendência à fuga.

Toda Fobia deve ser tratada em psicoterapia, pois a autoestima da pessoa que sofre deste problema pode ser abalada e assim vir a gerar inclusive a depressão.

Na análise Junguiana, a Fobia é tratada com imaginação ativa que é uma técnica de diálogo com o inconsciente. Por exemplo, no caso de uma pessoa que sofre de medo do elevador, entendemos que ela está projetando algum elemento na imagem do elevador, então com o trabalho da imaginação ativa, a projeção é retirada e o elevador do qual o fóbico tinha medo, passa a ser somente o elevador que é um meio de transporte.

É importante que sejam identificados e trabalhados os pensamentos distorcidos, inclusive relacionados a situações catastróficas que o fóbico tende a prever quando se aproxima do objeto ameaçador.

Além da técnica de imaginação ativa, também utilizamos como tratamento o relaxamento, controle da respiração entre outros.

Segundo Jung, todo sintoma é uma tentativa de auto cura do corpo, portanto o enfrentamento e a busca por ajuda de um profissional capacitado são fundamentais para que o “medo do medo” seja resignificado.
 
Texto escrito por: Helen Cristina Sellmer Zeviani
Psicóloga Clínica – CRP: 06/87036 SP
Contato: (11) 3446-8110 e (11) 99825-6475


Fonte: Lefevre, 1976;
Psicopatologia e Semiologia dos Transtornos Mentais – Paulo Dalgalarrondo.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Porque as pessoas mentem ?


Contar histórias falsas de maneira recorrente é uma doença conhecida como Mitomania ou Pseudolalia.

A Mitomania ou Pseudolalia está ligada ao funcionamento psíquico e trata-se de uma compulsão (Impulso irresistível de realizar determinado ato).

Em consultório de psicologia é comum recebermos pessoas sofrendo com mentiras de namorados, maridos, filhos, amigos, etc. É preciso saber que todas as pessoas contam mentira, porém essa se torna patológica quando não se tem controle desse impulso.

Em alguns casos o comportamento de mentir se torna tão habitual que aquele que a pratica passa a não mais refletir a respeito, mentindo cada vez mais. É um ato inconsciente, diferente do caso de um estelionatário, por exemplo, que tem consciência de que o que está fazendo é errado.

Há pessoas que gostam de “contar vantagens” perante amigos, namorados, familiares e ás vezes exageram no que estão contando com a finalidade de impressionar, esse comportamento é considerado normal. O Pseudolálico se perde de si próprio e vive em um mundo imaginário, costuma tanto a mentir e inventar que acaba se perdendo criando uma realidade paralela em que acredita, por exemplo, se alguém diz “Fui á praia!” a pessoa que sofre de Pseudolalia automaticamente diz algo maior, do tipo “Fui á praia no Nordeste e mergulhei com tubarões!”.

Mentiras até certo ponto são ferramentas utilizadas para evitar situações que vão causar dor, existe a mentira utilitária, compensatória, ou aquela que é dita com a finalidade de proteger. Mentir pode ser também uma forma de fugir do controle de alguém que o ameaça, uma maneira que a pessoa encontra de se sentir melhor diante de suas fraquezas, seja qual for á intenção da mentira, existe o propósito de enganar e isso não é bom.

Algumas pessoas mentem com frequência, mas não acreditam em suas mentiras e tem as que acreditam que suas mentiras são verdades. No primeiro caso a mentira ocorre por conta das experiências pessoais que fazem com que a pessoa venha a achar que mentir é melhor do que dizer a verdade, já o segundo caso reflete um sério transtorno psicológico.

Por trás de toda mentira, existe uma razão, quem sofre desse problema tem dificuldade de lidar com sua realidade e tem baixa autoestima.

Se a pessoa inventa situações o tempo todo, precisa pensar nos motivos que a faz se sentir inferior aos outros ou então pensar se está agindo assim para fugir de alguma responsabilidade, pensar se a verdade lhe causa medo, se está mentindo porque acha que se falar a verdade não será aceito ou que irá gerar no outro um comportamento aversivo ao qual não conseguirá administrar, se está mentindo para ”maquiar” uma realidade difícil, enfim, os motivos que desencadeiam a Mitomania ou Pseudolalia são muitos, podem estar ligados a um histórico de conflitos familiares, insegurança emocional, traumas, carência e até depressão

O Pseudolálico pode ter sido vítima de uma educação rígida, autoritária e julgadora em que não teve espaço para expor seus pensamentos e sentimentos, sendo tolhido de reconhecer sua autenticidade.

As pessoas tendem a se afastar de quem mente constantemente, porém é preciso que esta receba ajuda, que seja feita sua reinserção social aos poucos trazendo a pessoa à sua realidade com compreensão, sem punição ou constrangimento.

A análise terapêutica irá trabalhar as causas do problema, a autoaceitação, autoestima e o fortalecimento do self (Eu), portanto a busca por uma ajuda psicológica é fundamental.

O tempo de duração da mentira é o tempo da chegada da verdade e a verdade liberta e preenche o desejo de estabilidade do homem.

A verdade é o porto seguro em meio ao mar revolto.

O sentido da vida é a evolução, somos todos formados por polaridades, somos o bem, o mal, o certo, o errado, a luz e a sombra e despir-se das ilusões que muitas vezes criamos sobre nós mesmos requer coragem e essa coragem é encontrada quando o olhar se volta para dentro de si próprio.

“Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta!” (Carl G. Jung).

Texto escrito por: Helen Cristina Sellmer Zeviani
Psicóloga Clínica – CRP: 06/87036 SP
Contato: (11) 3446-8110 e (11) 99825-6475

 
Tipos Psicológicos. Carl G. Jung. Petrópolis. Vozes (1991)

domingo, 10 de janeiro de 2016

Auto Estima e Motivação


”Em todo adulto espreita uma criança eterna, algo que está sempre vindo a ser, que nunca está completo e que solicita cuidado, atenção e educação incessantes. Essa é a parte da personalidade humana que quer desenvolver-se e tornar-se completa” (Jung 1981).
A motivação e autoestima são elementos essenciais para uma vida saudável e numa visão profunda, tem relação com o valor ou dignidade que uma pessoa atribui a si mesmo.
Hoje, em estudos na área da psicossomática, temos a confirmação de quanto ás emoções destrutivas, a baixa autoestima e a falta de motivação para a vida estão sendo a causa de adoecimento, gerando assim sofrimento para tantas pessoas.
A autoestima se forma a partir das primeiras experiências afetivas que as crianças estabelecem com os pais desde o nascimento. Entre os 03 e 05 anos de vida, a criança evolui para a consciência de si própria e daí surge à psique individual, sendo, nessa fase, fundamental que a criança viva relacionamentos saudáveis em ambientes saudáveis. (Jung – O desenvolvimento da personalidade -1981).
A autoaceitação, autoconfiança e amor próprio é que formam a autoestima, mas, para que isso aconteça primeiro é necessário que a criança aprenda a confiar, aceitar e ser aceito, amar e ser amado em seu ambiente familiar. A falta de amor na primeira infância gera um vazio que leva a pessoa a sempre procurar satisfação no externo, ou seja, fora de si e assim se torna engessada pela vergonha, ansiedade, culpa e perante a vida, sentindo-se sempre inadequada, impotente, paralisada ou compulsiva, passando a desenvolver movimentos de autodepreciação, o que talvez possa ser relacionado á situação alienante em que vive hoje o homem contemporâneo, na qual é tomado pelo desejo de poder, competitividade e consumismo. Com isso, o que predomina é o egoísmo que gera o medo e a angústia, interditando o surgimento do entusiasmo.
O sentimento de “poder” não necessariamente está ligado à autoestima, pois o poder é antagônico ao amor, onde está um não está o outro e então surgem os conflitos neuróticos e a ameaça de fracasso existencial.
A baixa autoestima pode levar a pessoa a desenvolver relações de poder como compensação.
O conceito de servir é que leva o homem a “ser”, assim como também o religar-se ao sagrado, pois a fé traz sentido e significado para a existência.
Para falar de autoestima é preciso citar também que existe em nós a Sombra (Imagem reprimida de nós mesmos, que queremos manter afastada da consciência) e a Persona (Adaptações que fazemos para nos adequarmos à sociedade em que vivemos). A consciência da nossa Sombra e das várias Personas que assumimos, proporcionam o equilíbrio e a harmonia necessária entre o que está dentro e o que está fora de nós, esse equilíbrio é importante para a manutenção da autoestima.
A união da autoestima com a motivação é que geram o entusiasmo de vivenciar algo ou colocar em prática algum plano.
Motivação é o processo responsável pela intensidade, direção e persistência dos esforços de uma pessoa para alcançar uma determinada meta ou objetivo e está ligado ao conceito de movimento (Mover-se para dentro e para fora simultaneamente).
A motivação é uma força interna que emerge e sustenta as nossas ações importantes e por ser interna somente nós mesmos podemos senti-la. A automotivação é a única que se torna perene.
O homem nunca estará completamente satisfeito, sempre haverá uma nova necessidade, que irá dirigir novas condutas motivacionais e através da ação surge à motivação.
Por mais que consigamos realizar alguns dos nossos sonhos, sempre haverá mais algo a realizar, por mais que viajemos, sempre haverá lugares que gostaríamos de conhecer, por mais que amemos, sempre acharemos que podemos amar mais. Aos que se fecham para a vida, se negando a viver plenamente, a culpa e a falta será sempre uma carga e opressão. Aqueles que sabem que a busca nunca será finalizada, encontram satisfação em cada conquista e a culpa ou a falta sempre impulsionará.
“Aquele que tem um porque viver pode suportar quase todos os como viver” (Frankl, 1962).
Para ter autoestima e motivação é preciso ter um objetivo na vida e sentir prazer no que se propõe a fazer.
É preciso despertar para a capacidade de se auto modificar, porém toda mudança faz com que se tenha que sair da zona de conforto e sair da zona de conforto não é uma tarefa fácil, pois surge o medo do novo, culpa, punição, muitas vezes o sentimento de exclusão, etc.
A psicoterapia é um instrumento facilitador para que a pessoa caminhe no processo da individuação e para que consiga se reconhecer e se valorizar. Durante o processo de análise a pessoa faz um mergulho interno que pode lhe proporcionar o reconhecimento do seu potencial em buscar e superar desafios, com isso sua autoestima e motivação estarão alinhadas.
Ter autoestima e estar motivado é estar de bem com a vida!

Texto escrito por: Helen Cristina Sellmer Zeviani
Psicóloga Clínica – CRP: 06/87036 SP
Contato: (11) 3446-8110 e (11) 99825-6475

Fonte: O desenvolvimento da personalidade (Jung, 1981);
IJEP (Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa)

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Melancolia de Final de Ano


Nessa época do ano, em consultório de Psicologia recebemos muitas pessoas com a queixa de estarem se sentindo melancólicos e infelizes com as festividades do Natal e Ano Novo.

Essa melancolia pode acontecer em outros feriados prolongados e datas comemorativas, porém é bastante comum na época de Dezembro em que o mundo inteiro está celebrando ao mesmo tempo.

 As festas de final de ano tem a representação de encerramento e conclusão e com isso surgem vários “gatilhos” estressores porque as pessoas tendem a fazer uma revisão de sua própria vida nessa época, pensam no que gostariam de fazer e não fizeram, pensam em seus erros, em suas escolhas muitas vezes frustradas feitas durante o ano que está terminando, memórias de lutos, perdas, traumas, desemprego, separações, saudades e feridas dolorosas que ainda podem estar latentes vêm à tona no mês de Dezembro.

Para a maioria das pessoas o final de ano é um período de confraternização, alegrias e festa, mas para muitos é um período extremamente angustiante e triste em que vários sentimentos ficam misturados, como a solidão, fracasso, culpa e inclusive em muitos relatos ouvimos que a pessoa está se sentindo culpada por estar triste e não achar graça em comemorar com a família e amigos o que todos estão comemorando.

É muito importante que seja feita uma reflexão sobre os motivos que pode ter provocado a melancolia para que esta possa ser superada.

A melancolia não deve ser confundida com a depressão, pois a depressão é mais do que um tempo de tristeza. A depressão é um estado que se instala com vários outros sintomas que a caracterizam e pode durar meses ou até anos.

Os sintomas da melancolia de final de ano tendem a desaparecer logo no início do novo ano, assim que a rotina for retomada. Se os sintomas persistirem é fundamental que a pessoa procure pela ajuda capacitada de um psicólogo.

A expectativa sobre o que há por vir e a retrospectiva do ano (muitas vezes difícil) que está se acabando geram a melancolia, assim como o próprio cansaço físico que se dá pela quantidade de compromissos que surgem nesta época, as sucessivas comemorações, o viés comercial do Natal e Ano Novo, a solidão e a convivência forçada com conhecidos e familiares com os quais não se tem muita afinidade, são fatores também desencadeantes da melancolia.

O consumo de massas e chocolates tende a aumentar nesta época do ano por serem precursores de serotonina e muitas pessoas preferem ficar recolhidas e pensativas, fazendo um verdadeiro exercício de limpeza mental e autoconhecimento.

O que recomendo é que essa época não seja usada apenas para “balanço” das perdas, mas sim que também seja feito um “inventário” dos ganhos que se teve ao longo do ano que está acabando.

É importante evitar a comparação da sua própria vida com a vida de outras pessoas, pois a comparação faz com que você tire o foco do seu potencial e das suas conquistas aguçando assim a tristeza.

Viver não pode ter o sentido de disputar, pois cada pessoa é única e tem sua missão, sua história a ser vivida e reinventada quando quiser e sentir a necessidade. Cada ser é livre e brilhante para construir o caminho que considerar ideal para si.

Ter um sentimento de amor e companheirismo por alguém ou que seja por um animal de estimação, ajuda no combate à melancolia.

Nesta época tente estabelecer objetivos alcançáveis, aproveite o período para fazer novos planos como, por exemplo, cuidar da saúde, criar novos hábitos, faça novas propostas para reformular o novo ano que vai começar, você pode escrever seu ano da maneira que desejar, pense em possibilidades para recuperar e conservar a auto estima, não absorva questões externas das quais você não tem controle ou questões negativas que não lhe pertencem.

Procure relacionar-se com quem realmente te faz bem nessa época e seja autêntico, sem medo de ser feliz, sempre respeitando o seu momento e os seus limites.

Desejo um 2016 maravilhoso a todos!!!

Texto escrito por: Helen Cristina Sellmer Zeviani
Psicóloga Clínica
CRP: 06/87036-SP
Contato: (11) 3446-8110 e (11) 99825-6475

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

O Vício na Internet


Este texto tem o objetivo de tratar sobre o uso abusivo da internet, essa dependência psicológica que inclui um desejo e necessidade irresistível de manter-se conectado ao Facebook, Whatsapp, Instagran etc.

A internet se tornou um campo de dependência tal como o vício por álcool, vício por trabalho, jogos, religião entre outros, trata-se de uma dependência comportamental.

As novas tecnologias surgiram em meados da década de 90 e com isso surgiram também novos comportamentos humanos.

O uso da internet se torna patológico a partir do momento em que essa se torna a atividade mais importante da vida da pessoa a ponto de dominar pensamentos, sentimentos e comportamentos. O problema está no exagero!

Algumas pessoas deixam suas atividades do mundo físico para viver o mundo virtual de maneira obsessiva.

É possível perceber que o uso da internet está sendo prejudicial quando esse começa a colocar em riscos as relações familiares e sociais, quando se começa a notar prejuízos escolares e no trabalho e quando começam as manifestações de irritabilidade, impaciência, inquietude, baixa autoestima, tristeza, ansiedade, alteração de humor, depressão e instabilidade emocional.

A dependência tecnológica ou uso excessivo da internet enquadra-se no Código Internacional de Doenças (CID) como Transtorno do Controle do Impulso (F63.9).

Os recursos tecnológicos e a velocidade das comunicações são tão intensos que em alguns casos acabam se tornando verdadeiras armas de destruição psíquica, pois muitos usuários manifestam crises de ataques de fúria quando não conseguem conexão e faltam ao cuidado consigo mesmo e ou com outras pessoas que estão em seu convívio.

A internet e as mídias digitais trouxeram novas formas de relacionamento.

Há pessoas que utilizam a internet como ferramenta para vencer a timidez, pois conseguem se tornar mais sociáveis através delas. As redes sociais oferecem um campo de possibilidade em que o usuário tem um papel libertador de aspectos agressivos, sombrios e até conhecidos, mas pouco assumidos perante os outros.

Em consultório é comum recebermos relatos de pessoas que temem não ser amadas caso mostrem como elas são na realidade, então na internet criam um “papel libertador”.

Uma rígida Persona na vida offline faz com que seja libertada a sombra na internet. A criação de diversas Personas no mundo virtual também é possível, deixando à sombra para ser vivenciada no mundo offline.

A internet oferece uma sensação de controle sobre as relações com os outros e a imagem de si mesmo, assim como também serve de máscara.

Outra queixa frequente em consultório é a de que nas redes sociais muitas vezes são experimentadas situações de invasão de privacidade, exposição abusiva, bulling e exposição sexual inclusive de crianças.

Há uma legislação que delimita uma idade mínima de 13 anos para utilização das redes sociais, mas a maioria dos pais não seguem essas normas e isso é preocupante, pois o acesso prematuro das crianças a esses meios de exposição, além de causarem os riscos que já descrevi, também estimulam um narcisismo precoce.

É muito fácil viciar-se na utilização da internet porque ela também oferece uma experiência tranquilizante e de excitação.

O conto das “Sereias Gregas” ilustra esse poder de sedução da internet.

As sereias são mulheres sedutoras que cantam para os marinheiros e os atraem dessa forma e esses marinheiros incapazes de se conter, são destruídos e comidos assim que chegam perto delas. A internet parece ser um oceano cheio de ricas aventuras, peixes e inigualáveis tesouros, mas há uma sereia a espreita que seduz, chama mas pode destruir, caso a pessoa não consiga se conter ” (Academia Paulista de Psicologia).

O tratamento psicológico é a forma de intervenção melhor recomendada neste caso, para que a pessoa consiga ouvir as “seduções” da internet e considerar-se capaz de resistir a elas e não se deixar destruir ou se perder de si próprio.

Em psicoterapia, a pessoa tem a possibilidade de resgatar sua autoestima, a sua essência e sua verdade para assim também conseguir dar espaço na sua vida real aos sonhos, projetos e imaginações.

Texto escrito por: Helen Cristina Sellmer Zeviani
Psicóloga Clínica
CRP: 06/87036-SP
Contato: (11) 3446-8110 e (11) 99825-6475

Fonte: Academia Paulista de Psicologia
Jung, C. G. (1903/2011). Estudos Psiquiátricos. Petrópolis: Vozes
Jung, C. G. (1921/1991). Tipos Psicológicos. Petrópolis: Vozes