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terça-feira, 3 de novembro de 2015

Assédio Moral ou Complexo de Superioridade

Esse é um tema muito importante, pois cada vez mais pessoas, vem sendo atingidas por esse problema social e o assédio moral não atinge somente a vítima mas também a todos que com ela convivem, pois cria-se um ambiente de medo.

O opressor muitas vezes repete o que um dia aconteceu com ele e tem no arquétipo de opressor um escudo para proteger e não frustrar o seu ego, pois demonstrando superioridade o mesmo consegue manipular e gerenciar suas vítimas eis que ele retira delas a opção de pensar e se expressar. O opressor exige que tudo seja feito conforme suas ordens e seu gosto, sempre humilhando ao outro e o mesmo intimida sua vítima acreditando ser esse um direito seu.

Assediar moralmente é expor ao outro á condições degradantes fazendo com que a pessoa se sinta humilhada, desestabilizada e insegura. É um conjunto de violências psicológicas intencionais que podem acontecer de forma direta ou indireta de modo repetitivo e sistematizado com comentários críticos constantes, condutas abusivas manifestadas por meio de palavras, gestos e atitudes causando danos à personalidade, a dignidade ou a integridade física ou psíquica de uma pessoa.

Uma discussão pontual ou uma reação mal humorada de alguém não deve ser considerada assédio moral, pois o que o caracteriza é a frequência do acontecimento.

O assédio moral pode acontecer em qualquer tipo de relação, entre pais e filhos, no âmbito familiar, entre amigos, namorados, mas hoje tem sido um dos maiores problemas de desgaste psicossocial nas empresas.

Nas empresas o assédio moral acontece tanto entre aquele que detém e o que é submetido ao poder, como também entre colegas que estão no mesmo nível hierárquico e acontece também de baixo para cima, por meio de chantagens e boicotes feitos por grupos de funcionários com a intenção de "derrubar" a vítima de um cargo superior.

A dor da vítima que sofre de assédio moral pode ser invisível, pois as pessoas que convivem com ela e presenciam o assédio podem não esboçar reação e passar a ignorar o assediado por medo de vir a sofrer o mesmo.

Um fator que implica na dificuldade de combater esse problema é que a vítima é tão manipulada que muitas vezes acaba se sentindo culpada e por conta disso não toma nenhuma ação.  Quando o assédio acontece no âmbito familiar ou entre casais, por exemplo, a vítima se torna escrava sentimental, sua auto estima é rebaixada e o relacionamento se torna tóxico.

Os indícios de que uma pessoa pode estar sendo assediada moralmente são:

* Isolamento;
* Dificuldade de comunicação;    
* Exclusão de atividades sociais;    
* Responsabilização por erros cometidos por outras pessoas.

A vítima também passa a apresentar sintomas psicossomáticos como dores de cabeça constantes, transtornos digestivos, cardiovasculares, insônia, ansiedade, depressão, estresse, irritabilidade, fobias, aumento ou perda exagerada de peso, dificuldade de atenção, aumento da pressão arterial entre outros.

Buscar ajuda psicológica e denunciar o assédio é fundamental para que tenhamos uma sociedade mais justa, solidária e fraterna.

É preciso que as pessoas saibam que não precisam passar por humilhações de qualquer gênero, que merecem ser reconhecidas e respeitadas dentro de sua singularidade. A pessoa insegura é mais vulnerável ao assédio, portanto é muito importante que as pessoas reconheçam suas limitações e busquem ajuda psicológica.

No caso do opressor é importante pensar que este é também um ser humano doente, pois as pessoas que realmente possuem amor, respeito próprio, paz interior e maturidade não possuem disposição para humilhar ao outro. Cada pessoa oferece ao seu próximo aquilo que ela tem dentro do seu coração, não se dá o que não se tem e a evolução acontece quando o opressor percebe que o complexo de superioridade não o faz melhor que ninguém.


Fonte:Psicologia em Revista

Publicado por: HELEN CRISTINA SELLMER ZEVIANI

Psicóloga Clínica

Contato: (11) 3446-8110 e (11) 99825-6475

Crise da meia idade - Generatividade X Estagnação

A chamada "idade madura" se inicia por volta dos 40 anos, sendo comum que as pessoas nesta faixa etária façam mudanças em seu estilo de vida, que revisem e reavaliem a sua existência e escolhas.

Há o enriquecimento da personalidade, mas também um dilema interno que vem com a percepção de que o êxito pelas conquistas alcançadas durante a vida nem sempre é duradouro. Com intenção de fazer valer seus esforços, surge a necessidade de ensinar, de se doar, para que haja continuidade ao que foi construído, para que seu legado seja perpetuado. Quando em excesso, essa atitude pode levar ao autoritarismo.

Conforme a teoria do desenvolvimento psicossocial, neste estágio da vida, a pessoa pode desenvolver a generatividade, que possibilita influenciar as próximas gerações com os seus feitos ou, ao contrário, experimentar a estagnação.

As mulheres tendem a se culpar pelas renúncias feitas em prol da família e os homens têm a tendência a buscar mais desafios e excitação, exibindo nostalgia por sua adolescência, sendo comum em ambos os casos, a busca por uma série de mudanças, inclusive relacionadas à aparência física.

É um momento de transição e a ele podem estar associados alguns eventos como, por exemplo, a aposentadoria, a saída dos filhos de casa, adoecimentos, menopausa, morte dos pais, casos extraconjugais, dentre outros.

A consciência do fim da juventude e iminência da velhice desencadeiam o processo, pois a pessoa passa a considerar  possibilidades de grandes perdas físicas, congnitivas e emocionais, envolvendo, portanto, aspectos biológicos, socioculturais e psicológicos conscientes e inconscientes.

Até algumas décadas, a forma mais apropriada de viver a idade madura era casando e criando filhos. Hoje, essa perspectiva é ampliada, pois a generatividade pode ser expressa em diversos planos relacionais, inclusive no que diz respeito à carreira e não mais somente na família. Vale aqui salientar que ambientes competitivos, no meio social ou profissional, podem intensificar os conflitos internos.

A crise da idade madura está relacionada ao processo de individuação, processo este que, segundo Jung, nem todos conseguem completar com êxito. É o momento da autoconsciência, pois na primeira metade da vida a energia é canalizada para o mundo externo e nessa fase em questão, passa a ser canalizada para o mundo interno, para o mais profundo do nosso ser e ao que ainda podemos vir a ser.


Os aspectos positivos observados que compreendem essa fase da vida são:

- A pessoa passa a compreender melhor os seus próprios comportamentos, escolhas e os motivos de suas escolhas;

- Os relacionamentos íntimos se tornam mais satisfatórios e seguros;

- Passa a ter maior equilíbrio e presença social;

- É produtiva, responsável e realiza seus planos;

- Torna-se mais calma, transmite tranquilidade, sendo socialmente mais habilidosa e flexível;

- Valoriza sua independência e autonomia;

- Desperta afeto, aceitação e tende a se tornar mais carismática e comunicativa.



 Em contrapartida, os aspectos negativos são:


- O Ego se torna mais frágil e a pessoa não se adapta muito facilmente ao estresse;

- Torna-se defensiva, reage às frustrações e irrita-se com facilidade, não se sentindo confortável com incertezas e complexidades;

- Rejeita pensamentos e experiências negativas;

- Torna-se vulnerável à ansiedade, medos e preocupações;

- Sente-se lesada e vitimizada pela vida.

A psicoterapia e diversas terapias holísticas podem ajudar nesse momento de reencontro consigo mesmo, nas resignificações que esta etapa da vida exige e na busca individual por atividades que tragam prazer e qualidade de vida. A fase da idade madura compreende, portanto, um momento de conciliação entre a vida já vivida e a que se pode e se quer viver.



Fonte:

PAPALIA, E.D.; OLDS, S.W & FELDMAN, R.D. Desenvolvimento Humano. Porto Alegre:
ArtMed, 10ª ed., 2010.

DOCTER, P.; PETERSON, B. Up - Altas Aventuras. 2011.

RABELLO, E.T.; PASSOS, J.S. Erikson e a teoria psicossocial do desenvolvimento.Portal Brasileiro de Análise Transacional.
RJ, n.12, 2014. Disponível em: http://www.josesilveira.com/artigos/erikson.pdf.
Acesso em 15 abril 2015.


Helen Cristina Sellmer Zeviani

Psicóloga - Jundiaí/SP

CRP: 06/87036

Contato: (011)3446-8110 e (11) 99825-6475

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Síndrome do Pânico

Esse texto tem a finalidade de contribuir com esclarecimentos sobre o tema da Síndrome do Pânico que traz grande sofrimento para muitas pessoas.

O Pânico é um ataque de medo que não é simples, trata-se de um medo relacionado á existência em que a pessoa tem o pensamento imediato de que vai morrer. É um medo muito forte que bloqueia e engessa, uma ansiedade generalizada.

Estudos afirmam que o Pânico acomete a jovens e adultos, principalmente na faixa etária de 24 e 35 anos e sua maior incidência em mulheres.

A palavra Pânico origina-se do mito do deus Pã, que era considerado o deus dos campos, Pã era um deus extravagante, selvagem, imoral, tinha ligação forte com prazeres do corpo e afetividade.  Esse deus tinha por hábito assustar as pessoas com gritos. Num certo tempo o deus Pã passou a ser adorado em cavernas escuras e por esse aspecto associa-se hoje o pânico com a confrontação da pessoa com as suas sombras.

O conjunto de sintomas da Síndrome do Pânico são:

* Sudorese,

* Boca seca;

*  Tontura;

* Náusea;

*  Falt de ar;

* Palpitações,dor e desconforto no peito (A pessoa tende a achar que está tendo um infarto ou AVC);

*  Sentimento de perigo eminente, vontade de fugir;

* Tremores;

*  Dores abdominais;

*  Sensação de irrealidade;

* Medo de perder o controle;

* Medo de morrer ou ficar louco;

* Despersonalização.

Os sintomas aparecem de forma abrupta e inesperada, a crise tem duração média de 10 minutos e é bom saber que o Pânico não leva a pessoa ao desmaio.

As pessoas que sofrem da Síndrome do Pânico focam a atenção no seu mal estar físico e tem a tendência em procurar por médicos de emergência por acharem que estão morrendo e procuram também especialistas para tentar identificar as possíveis causas do mal súbito e se sentem angustiadas por descobrir após muitas consultas e exames que não há constatação de doença física.

O Pânico funciona como um aviso de que a pessoa precisa mudar a sua vida de alguma maneira, trata-se de um sinal de que algo está acontecendo de errado na sua rotina ou nas suas escolhas e é também o corpo dizendo que está extremamente estressado. O corpo manifesta os males da mente, muitas vezes as pessoas que passam por crises de pânico estão vivendo presas a velhos padrões culturais ou até padrões que foram herdados de seus pais que não são ideais para si próprias, possuem rigidez extrema de personalidade, reprimindo instintos preocupados com "O que as pessoas vão pensar sobre mim?" e assim vivem suas vidas em função de satisfazer as necessidades do outro, temendo rejeição e abandono.

Situações novas também geram angústia que quando não administrada pode levar a pessoa a sofrer a crise de pânico e assim, a vida passa a ser uma constante ameaça, pois se vive com pensamentos persecutórios de morte e a espera da próxima crise. Essa tensão, o medo do medo (Agorafobia) pode levar à depressão.

A família deve conhecer o assunto para ajudar quem está em sofrimento a enfrentar (Aos poucos) o problema.

O tratamento consiste em controle do stress, exercícios físicos, cuidar do que se assiste na TV (Principalmente antes de dormir), ouvir boa música, ler um bom livro, eliminar a pressa, silenciar a mente, procurar a formação de vínculos através da interação com grupos, ter bons relacionamentos, cuidar do ambiente em que se vive, ter qualidade de vida,usar técnicas de controle da respiração e relaxamento, procurar por uma religião, administrar o tempo, evitar frituras, excesso de sal, procurar por psicoterapia para identificar os possíveis conflitos existentes e se preciso for, fazer tratamento medicamentoso receitado por um especialista, para equilibrar a Serotonina e Noradrenalina.

O remédio é um facilitador e instrumento de cura, mas se não for realizada uma higiene mental, os sintomas tendem a se repetir sempre, portanto é muito importante o acompanhamento psicológico por profissional capacitado num tempo mínimo de seis meses a um ano em média.

Quando a pessoa supera o Pânico ela se torna muito melhor e muitos de seus valores são mudados. Coragem o Pânico é  um sinalizador para que você olhe mais para dentro de si mesmo e para a sua vida!!!



Escrito por: Helen Cristina Sellmer Zeviani

Psicóloga Clínica

Contato: (11) 3446-8110 e (11) 99825-6475